Enquanto minha vida estava
E eu não vejo a hora
da tua pele receber meu desejo
e no teu corpo sereia
que ainda não os desvendei
Carolzinha...
Letra: Lahirí Galvão
Voe o mais alto
e pouse na canção melhor
que toca meu violão
e ouvem meu ouvido e coração
Como eu não fique só
Ao navegar no teu sonhar
a vida nos mistérios "mágica"
os livros não explicam
o frio e o calor de amar
No amor não há vaidade
que tanto me entristeceu
e em ti dor e saudade
o tempo que levou
como a gente sabe
traz de volta o nosso amor
Essa canção cala o medo
que tanto esfriou seu coração
"acalma" para que a vida passe
enxugando lágrimas de sofrimento
com a invisível curva do vento
Poema: Lahirí Galvão
No vazio que há em meu peito
faz mais frio que o ar madrugada
e ainda existe tristeza
e esperança sonhada
do amor que exprime esta dor
ainda insiste em ficar
mas é fundamental
entre a arte e o artista
aprendendo que a vida
não é cruel, mas é crua
por ser pela morte beijada
Mais uma vez em meu peito
nasce um poema de madrugada
Letra: Lahirí Galvão
Te ver só pelas fotos
e não poder soprar
o seu ouvido
Fico sem idioma até pra pensar
e escutar sussurros
do calor da sua voz
Vou sonhar pra acontecer
mas não vou ficar dormindo
Nas janelas da minha vida
já preciso de você
não se atrase, venha vindo
pelo ar que te levou a me conhecer
Letra: Lahirí Galvão
No seu doce
vem o sal do prazer
com gotinhas de amor
e olhar de sedução
já me ganhou
com segredos guardados
e deixou um pouco
da sua paz em mim
e de olhos fechados
eu a vejo ao meu lado
ainda não conheço
o seu abraço
mas estão aqui
seus versos
com o meu traço
Poema: Lahirí Galvão e Pietro Leal
Oaiana as coisas vão mudar
eu tenho tanto pra lhe dizer
lembre que a cada olhar
a cena, o cenário um novo filme
na parede do seu quarto um quadro
na esquina alguns riscos
se arriscando uma vida qualquer
No meio da multidão
o bandido e o palhaço
a garota e o beijo roubado
Mil desejos frio doido fiquei
nas curvas que o seu corpo faz
boa viagem depois eu digo mais
Poema: Lahirí Galvão
Por tanto tempo lhe procurei no meu lugar
até tentei forçar a barra e forcei
mas não adiantou você me expulsou
e outras portas da vida se abriram e abrirão
e tudo que vivemos é uma foto do passado
que há saudade, sentimentos na ladeira descendo
e cuidado com o risco de perder juízo
E não espere mais qualquer serenata
na surpresa emocionada
dos anjos na trilha
trazendo o som da madrugada
"Carolina G, o ponto incial desse poema"
Poema: Lahirí Galvão
Espero que você não se perca
no labirinto perigoso
ás vezes ele não perdoa
mas há sempre uma saída
Veja além do seu nariz
toque o barco vai pessoa
o apito é o juiz
boa prática é o ensino
Ás vezes a gente aprende
o que a legenda não traduz
o manual não faz mal
e o segredo luz
Poema: Lahirí Galvão
Fiz uma tatuagem
só pra você ver
não queira decifrar
não tente perguntar
não vou lhe responder
De uma rua qualquer
pra uma cidade bem distante
viajei só pra lhe mostrar
e num instante vou voltar
Poema: Lahirí Galvão
Perdemos o jogo
mas seguimos feliz
e por um triz
não ficamos robô
Já disse o poeta
“cortaram o tempo em fatias”
mas permanecem os dias
e a esperança continua lá
O sofrimento é quem
ensina, inspira e alimenta o artista
e a ponte entre a vida e a morte
tem suave e vento forte
ferida e boa sorte
Poema: Lahirí Galvão e Oaiana Marques
Sofro pelo mundo
Por aquela que guardou segredo
pelo palhaço que sofreu feliz
o tal buraco que furou o pneu
a vida que foi por um segundo
aquele abraço que ela não deu
uma bela porta que se fechou
a seca sede dos lugares tristes
e quem olha o céu e não vê a cor
nem nas estrelas de escuras noites
e aos que a toda hora usam o nome Deus
sem dar um passo ao encontro dele
prefiro os bons ateus
que estão cumprindo ao pé da risca
o que ensina a lei divina
A leia da vida
viver é ser feliz e nada mais
Poema: Lahirí Galvão
Tem muitos por ai
que dizem fazer rock in roll
e alguns que até letras dos gringos copiou
e dentre eles tem um que vive
as custas da história de um outro
Não canta nada, não escreve nada
nada, nada e nada acontece
Diante disso não posso calar-me
ao ver o bobo esperto
falar mal do mestre João Gilberto